quarta-feira, 29 de junho de 2011

Inconstante




Não sou boa companhia, nem sempre gosto de conversar. Não quero trocar
idéias – ou almas. Sou apenas um bloco de pedra para mim mesmo. Quero
ficar dentro do bloco, sem ser perturbada...

(Charles Bukowski)

Andrea Doria



Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...
Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria

Legião Urbana
Um livro aberto...
Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...
Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)



Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

Rita lee completa 63 anos

Em 31 de dezembro de 1947, nascia aquela que viria ser a rainha do rock brasileiro.
Rita Lee Jones comemora hoje mais um aniversário. Com 63 anos de idade, ela tem em seu curriculo musical mais de 40 anos de carreira. Já passou por muitas coisas e tem diversas histórias memoráveis.





Os holofotes se voltaram para ela, quando integrou a banda "Os mutantes", nos final dos anos 60. Rita aprontou e encantou o país com seu talento e graça.



Após sair dos Mutantes, involuntariamente, por causa de brigas constantes com os integrantes do grupo e principalmente com o Arnaldo Batista, que foi o seu marido em uma determinada época. Rita reapareceu no cenário musical dos anos 70 com a sua nova banda, Tutti Frutti, numa fase super rock in roll.



Apesar de altos e baixos a rainha nunca saiu de cena, o seu talento e irreverência a manteve na mídia durante todo esse tempo.



Foi com o Roberto de Carvalho que Rita teve a sua parceira mais duradoura, isso baseado em amor, música e família. Rita Lee encontrou nesse carioca o parceiro ideal para a vida inteira.




Hoje dia 31 de dezembro, o Brasil, o mundo comemora o aniversário de uma grande artista, a tradução de São Paulo, a Santa Rita de Sampa.

Desculpem-me se vocês acham exagero, mas não posso me conter e pra falar a verdade, eu sei que estou coberta de razão.

Então vida longa a rainha, que ela viva muitos e muitos anos e continue trazendo alegria para seus fãs. Desde já, eu agradeço. rs

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Saudades



Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Em clima de eleição 2

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